Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011
Razões do meu voto em Manuel Alegre

Frente a quem rejeita dar explicações sobre qualquer questão complicada em que o seu nome seja referido, voto em quem faz da frontalidade, por mais incómoda que seja, um baluarte incontornável.

 

Frente a quem julga que a democracia é uma chatice e desvaloriza o acto eleitoral, atribuindo-lhe falsas consequências negativas a nível económico, voto em quem valoriza o diálogo e o debate de ideias.

 

Frente a quem atribuiu uma pensão vitalícia a ex-inspectores da PIDE e a rejeitou a um herói de Abril sofrendo de doença prolongada, voto em quem arriscou a sua vida para construir a liberdade em que hoje vivemos.

 

Frente a quem se disse socialmente integrado no regime ditatorial que obscureceu o País durante largas décadas, voto em quem foi democrata mesmo quando isso era difícil, mesmo quando isso era proibido.

 

Frente a quem nunca se engana e raramente tem dúvidas, voto em quem admite o seu cariz humano e inevitavelmente imperfeito, voto em que não se endeusa, voto em quem se assume como um cidadão entre outros.

 

Frente a quem julga que duas pessoas inteligentes com os mesmos factos chegam necessariamente às mesmas conclusões, frente a quem acredita que a democracia é a competição entre estúpidos e inteligentes, entre sinceros e mentirosos, voto em quem acredita que a discordância é algo saudável e inerente à própria liberdade.

 

Frente a quem não só veta leis mas também veta obras literárias e promulga a sua própria ausência no velório do único Nobel da Literatura Português, voto em quem saberá colocar o interesse nacional e o nosso património literário acima de qualquer desentendimento pessoal ou mesquinhez ideológica.

 

Frente a quem vê a mulher como a fada do lar cujo grande mérito é apenas o de gerir bem  o orçamento doméstico, voto em quem julga que o trabalho doméstico e a aposta na carreira laboral não são aspectos que se associem a um ou a outro género; voto em quem acredita na igualdade entre homens e mulheres.

 

Frente a quem se opôs a todas as leis progressistas a favor de maiores liberdades individuais, voto em quem acredita numa sociedade mais pluralista, onde os preconceitos não são elevados ao patamar da lei.

 

Frente a quem pisca o olho ao FMI para com isso chegar mais rapidamente ao poder e implementar um programa radical de desmantelamento do Estado Social, voto em quem acredita que podemos ser nós mesmos a resolver os nossos próprios problemas; voto em quem acredita na solidariedade social.

 

Frente a quem nada diz a uma Europa em que a obsessão do défice se sobrepõe à necessidade de expansão económica e de igualdade de oportunidades, voto em quem abertamente deseja uma Europa mais solidária, mais coesa, mais unida.

 

Frente a quem nada diz ou faz para defender Portugal da injusta pressão especulativa de que é alvo, voto em quem, com serenidade e responsabilidade, se opõe à ditadura dos mercados financeiros que subjuga o poder político democrático em prol de uma economia sem rosto, regulação ou sentido ético.

 

Frente a quem nada diz sobre as intenções dos partidos da direita de desconstruir o Estado Social, voto em quem afirma uma defesa intransigente dos serviços públicos.

 

Frente a quem recebeu cinquenta e seis vezes os representantes dos empresários e apenas seis vezes os representantes sindicais, voto em quem se afirma como um verdadeiro mediador, um autêntico promotor do diálogo.

 

Frente a quem inventa escutas para beneficiar o seu espectro partidário em momentos eleitorais, voto em quem será um Presidente de todos e não quebrará a lealdade institucional.

 

Frente a quem ameaça com a crise política para a seguir dizer que não a provocará, frente a quem discorda como candidato daquilo que defendeu enquanto Presidente, voto em quem prefere praticar a coerência e a estabilidade em vez de as apregoar sem legitimidade.

 

Frente a quem promulgou leis para a seguir as desvalorizar e vetou outras sem explicar porquê, voto em quem diz o que pensa e faz o que diz.

 

Dia 23 de Janeiro, votarei em Manuel Alegre. Dia 13 de Fevereiro, votarei em Manuel Alegre, o próximo Presidente da República. Uma nova era política abrir-se-á na Presidência da República, em que o conservadorismo passadista, o silêncio ensurdecedor e a economia de casino darão lugar ao progressismo pluralista, à palavra mobilizadora, à igualdade de oportunidades.



publicado por David Erlich às 22:52
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Sábado, 8 de Janeiro de 2011
Uma questão de Justiça

Diz-se que a verdade mais tarde ou mais cedo vem ao de cima.

Quanto falamos da Justiça em Portugal, por vezes, isto não acontece ou, caso ocorra, o mais tarde parece, às vezes, tarde demais.

Mas, o novo exame de acesso ao estágio da Ordem parece trazer um pouco de esperança para os que, esmorecidos pela reeleição de Marinho Pinto, achariam que a legalidade e, pelos vistos, a constitucionalidade viriam a ser desrespeitadas por muito mais tempo.

 

“Pelo exposto, declara-se, com força obrigatória geral, a inconstitucionalidade do artigo 9.º-A, n.º 1 e 2, do Regulamento Nacional de Estágio, da Ordem dos Advogados, na redacção aprovada pela Deliberação n.º 3333-A/2009, de 16 de Dezembro, do Conselho Geral da Ordem dos Advogados, por violação do disposto no artigo 165.º, n.º 1, alínea b), da Constituição da República Portuguesa.”

E, assim, se fez justiça.

 

 

Também publicado em http://alunosdoliberalismo.blogs.sapo.pt


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publicado por Margarida Balseiro Lopes às 02:10
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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011
Falou e disse!

Jerónimo de Sousa: 'FMI não faz cá falta nenhuma'

 

Gostava muito de saber na opinião de que especialistas se baseou Jerónimo de Sousa.

É que ao Sr. Jorge que costuma mandar os seus bitaites no café da minha rua, até compreendo. Agora, a um líder partidário era exigido outro tipo de preparação, sustentação e responsabilidade quando faz este tipo de declarações.



publicado por Margarida Balseiro Lopes às 17:56
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Sábado, 1 de Janeiro de 2011
Excesso de zelo

A nova campanha publicitária do Pingo Doce em que é referido que no Pingo Doce "o IVA é zero". merece algumas reservas da parte do regulador, o Instituto Civil da Autodisciplina da Comunicação Comercial (ICAP).

“Segundo fonte do ICAP, o anúncio poderá ser interpretado como se o IVA, que subiu hoje para os 23%, não se aplique ao supermercado da Jerónimo Martins.”

É perfeitamente perceptível para o consumidor médio que é política comercial da cadeia Pingo Doce não reflectir no preço de venda ao público o aumento do IVA, suportando a marca essa diferença. Aquela que se tem revelado uma das mais bem conseguidas estratégias de marketing da época parece estar assim ameaçada pelo… excesso de zelo do Regulador. Assim o espero.



publicado por Margarida Balseiro Lopes às 19:36
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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010
Uma vergonha nacional

Chefias da Segurança Social foram promovidas com retroactivos a Janeiro

A Segurança Social promoveu todas as chefias para compensar os cortes salariais no próximo ano. O aumento tem efeitos retroactivos ao início de 2010. As nomeações foram hoje publicadas em Diário da República e são assinadas pelo ministro das Finanças.

 

 

Noticia a SIC que o Ministro das Finanças assinou uma portaria em que, hábil e descaradamente, promove chefias da Segurança Social para que não sejam afectadas pelos cortes salariais.

Numa altura em que todos os funcionários públicos sofrem cortes salariais e na semana em que se discutiu a polémica e eticamente questionável medida de corte nas isenções a desempregados com pouco mais de 500 euros mensais, torna-se incompreensível e escandalosa esta portaria com contou com o aval de Teixeira dos Santos.

Vergonhoso!



publicado por Margarida Balseiro Lopes às 23:02
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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010
Eis uma boa notícia!

Escalada de interesse pela língua portuguesa nos EUA

 

Consta que o número de inscritos nos cursos de português nas universidades norte-americanas atingiu os 11.371 em 2009, mais 10,8 por cento do que há três anos, revela um relatório da Associação de Línguas Modernas (MLA).



publicado por Margarida Balseiro Lopes às 00:07
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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010
Mundial Universitário de futsal

A Universidade do Minho venceu a candidatura ao Mundial Universitário de futsal em 2012.

 

Por esta excelente iniciativa estão de parabéns Portugal, a Universidade do Minho e Bruno Barracosa, presidente da direcção da Federação Académica do Desporto Universitário e um amigo de muitos do autores deste blog.



publicado por Manuel Carvalho às 22:20
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Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010
Original, no mínimo


publicado por Margarida Balseiro Lopes às 23:20
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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010
Não custa nada...


publicado por Manuel Carvalho às 22:30
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Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010
Lisboa

Mais um pouco de Lisboa que morre...

 

 

P.S.: Aproveito para deixar olinkpara o blog onde o Senhor do Adeus partilhava as suas avaliações aos filmes que ia vendo.

 



publicado por Manuel Carvalho às 11:29
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Das manifestações estudantis

Umamanifestaçãocom cinco estudantes já seria razão suficiente para me rir à gargalhada. Se a isso juntarmos uma escolta de dez polícias, fico sem saber muito bem se devo rir ou chorar.

  

 

 



publicado por Manuel Carvalho às 10:12
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Terça-feira, 9 de Novembro de 2010
Dívida Geracional (III): a dívida soberana (iii)

"Que alívio!", pensará Teixeira dos Santos.

 

A tarde foi boa conselheira dos mercados internacionais, e os juros das obrigações portuguesas a 10 anos terminaram o dia a descer, ficando-se pelos 6,733%.

 

Amanhã é outro dia, diz-se por aí.

 

Pois claro, Portugal é agora uma mercearia das antigas, gerida ao dia, sem qualquer perspectiva de longo, médio ou sequer curto prazo. O importante é sobreviver ao próximo dia, ao 7 pois então.

 

Que seja, amanhã é outro dia e nós cá estamos para lutar contra o 7.

 


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publicado por Manuel Carvalho às 18:52
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Dívida Geracional (III): a dívida soberana (ii)

7,02% 


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publicado por Manuel Carvalho às 14:57
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09.11.1989

Bem lembrado pelo André - altura, portanto, para recordar uma das imagens que mais marcou a minha adolescência.

 

 



publicado por Manuel Carvalho às 09:51
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Dívida Geracional (III): a dívida soberana

Desde as 8h35, já recebi três alertas de notícias urgentes no e-mail. Aparentemente, os juros das obrigações do tesouro a 10 anos subiram 6 pontos base para 6,839%. Estamos, portanto, cada vez mais perto da barreira mental imposta por Teixeira dos Santos - 7%.

 

Para irmos acompanhando aqui, ao longo do dia.


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publicado por Manuel Carvalho às 09:26
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010
Porque o mundo não é a preto e branco...

...E porque a história da dívida pública Portuguesa não é feita de culpados e inocentes, vale a pena ler isto.

 


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publicado por Manuel Carvalho às 12:18
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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010
Isto na minha terra tem um nome...

"C-O-N-I-N-H-A-S" - Someone that is unable or narrow minded, but mostly someone that is very soft and easily slow with women, or sissy coward in portuguese slang.

 

 

Tudo bem que a malta gosta de filmes de suspense. Mas isto já é demais. Chumba, não chumba. Negoceia, não negoceia. Negoceia, rompe negociações. Chumba, não chumba. Esperem só mais uns dias. Negoceia outra vez. Bolas, isto está mais difícil que o meu primeiro beijo na boca.

 

Mas os "C-O-N-I-N-H-A-S" não se preocupem, que o maior "C-O-N-I-N-H-A-S" já está pronto para assumir o vosso lugar. O D. Sebastião do século XXI, que nunca teve coragem para se candidatar a nada, arranjou um padrinho melhor que o Cavaco.

 

 
Em tempos de crise, qual a melhor forma de chegar ao poder em Portugal, sem ter que passar pela maçada que são as eleições? Perguntem ao FMI.
 
Nota mais séria do autor: Perante tanta indecisão, ainda é preciso perguntar o que falhou em Portugal?


publicado por Manuel Carvalho às 08:02
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Domingo, 24 de Outubro de 2010
Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

 

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

 

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.*

 

AÚnicadesta semana é dedicada ao “Mar” enquanto objectivo estratégico de Portugal. Destaque para o contributo de Ernâni Lopes. Depois de em Fevereiro ter sido o principal autor do estudoHypercluster da Economia do Mar, este antigo ministro das Finanças volta a sublinhar que “Além do aproveitamento das nossas condições geoestratégicas no Atlântico, para, por exemplo, a constituição dos nossos portos como hubs, o desenvolvimento da navegação de recreio e dos desportos náuticos, podemos aproveitar o grande manancial de recursos que o mar oferece, como pesca e aquacultura, energia, fósseis e renováveis, e recursos existentes no fundo mar, desde minerais aos biológicos, de forte potencial inovador para as indústrias do futuro”.

 

Numa altura em Portugal parece perdido na sua própria encruzilhada, nada melhor do que percebermos onde pode (e deve) estar o nosso futuro. Ou, como diz Ernâni Lopes, “além de colocar o mar no futuro de Portugal é importante colocar Portugal no futuro do mar”.

 

Há mar e mar, há ir e voltar**

 



publicado por Manuel Carvalho às 15:46
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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010
Piadas de circunstância

Qual a diferença entre Portugal e o Sporting?

 

O resgate de Portugal chegará de Washington, através do FMI.

 

O resgate do Sporting chegará do Médio Oriente, através um sheik qualquer.


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publicado por Manuel Carvalho às 09:25
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Dívida Geracional (II): a subsídio-dependência

Eu sei que o que vou escrever a seguir é demasiado simplista. Mas, considerando que: (1) o FMI esteve em Portugal entre 1983 e 1985; (2) quando o FMI saiu de Portugal, em 1985, as finanças públicas ficaram relativamente estabilizadas e, julgava-se, seria impossível recorrer-lhe novamente; (3) Portugal aderiu à Comunidade Europeia (i.e, União Europeia) em 1986; (4) após a adesão à Comunidade Europeia e até 2001 (ou melhor, 2007), Portugal recebeu fortunas em fundos comunitários; e (5) durante a segunda metade da década de 90, bem como no início do novo século, toda a Europa viveu um período de crescimento económico; como se explica que, 25 anos depois, Portugal esteja outra vez à beira da bancarrota?

 

Conclusão: quando me dizem que “Portugal é um país de subsídio-dependentes”, pergunto se, na verdade, não é Portugal que é, de facto, subsídio-dependente.


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publicado por Manuel Carvalho às 09:19
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Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010
Dívida Geracional

Ora bem, depois de leristoeistonão consigo deixar de me lembrar da Enron sempre que penso no Estado Português. Consequência lógica: quando penso nos nossos governantes, não consigo deixar de me lembrar que, passados 9 anos, ainda hoje existem antigos administradores da Enron presos.


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publicado por Manuel Carvalho às 09:11
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Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010
Tom and Jerry

Ou a versãotirolesado jogo do gato e do rato.

 



publicado por Manuel Carvalho às 08:55
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Cidade Universitária sem carros

Umprojectoantigo, por muitos debatido e proposto ao longo dos anos, agora com nova vida, graças a um antigo aluno da Universidade de Lisboa e ao Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa.

 



publicado por Manuel Carvalho às 08:37
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Terça-feira, 12 de Outubro de 2010
Conselho de Segurança da ONU

Aeleiçãode Portugal para o Conselho de Segurança da ONU, como membro não-permanente, é daquelas coisas que pouco acrescenta ao país real e ao Português. Não nos resolve nenhum problema nem nos vai tornar, de um dia para o outro, um player na geopolítica mundial. E, verdade seja dita, a desistência do Canadá ainda torna esta vitória mais inglória.

 

Não obstante, é daquelas coisas que nos deixa ligeiramente orgulhosos. E por isso, numa altura em que o Paulo Bento está outra vez na berra, não consigo deixar de sentir esta eleição da mesma forma que sentia as vitórias do Sporting na Taça de Portugal, depois de perder o Campeonato Nacional. Resta descobrir quem é o nosso Tiuí.

 


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publicado por Manuel Carvalho às 19:05
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Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010
No centenário da República...

...nada melhor do que assistirmos a uma sucessão monárquica para nos lembrarmos do significado da palavra "meritocracia".

 



publicado por Manuel Carvalho às 17:09
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Brasil

Numa altura em que a campanha está cada vez mais dura e em que Dilma teima em não conseguir mais do que 48% nas sondagens, não consigo deixar de me perguntar se Dilma não terá atingido o seu limite na primeira volta. Ou, como já li por ai, será que Dilma vai repetir o feito de Freitas do Amaral em 1986?

 

Nota pessoal: simpatizo com o passado estudantil de Serra. Nunca gostei do The Muppet Show. Para meio entendedor...

 



publicado por Manuel Carvalho às 14:55
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Universidade de Lisboa

Iniciam-se hoje, com a habitual Cerimónia de Abertura do Ano Académico, as comemorações dos 100 Anos da Universidade de Lisboa(“UL”). Parabéns à UL pelos 100 anos.

 

O ponto alto será a atribuição do grau de Doutor Honoris Causa aos três últimos Presidentes da República, todos eles antigos alunos da UL: Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio. À noite, um “Prós e Contras” especial, directamente da Aula Magna, com os novos Doutores. Parabéns à UL por estes e outros antigos alunos.

 

Para mim o momento mais esperado é o discurso do representantes dos estudantes da UL (i.e., o Presidente da Direcção Geral da Associação Académica da Universidade de Lisboa), o nosso colega de blog André Caldas. Parabéns à UL por ser capaz de captar, ano após ano, os estudantes mais brilhantes e promissores.

 

Ainda que a minha verdadeira alma mater seja a Faculdade de Direito, esta data não deixa de despertar em mim uma certa nostalgia. E noto com agrado, reflexo de lutas antigas, o esforço que a UL tem desenvolvido no sentido de se reaproximar dos seus antigos alunos. Parabéns à UL pela rede alumni que está a criar. 

 

Por tudo isto: parabéns à UL por ser a UL.



publicado por Manuel Carvalho às 09:48
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Tony Blair

Ainda nem sequer cheguei a meio, mas já deu para perceber que, ao publicar a sua autobiografia, Tony Blair não se contentou com a “normalidade”.

 

Tal como fez com o velho Labour, Blair recria o conceito de biografia política, disponibilizando um verdadeiro manual de política e liderança. Encontramos lá conselhos para todos os momentos: desde a postura facial a adoptar em momentos de euforia colectiva até à forma de elaborar um programa eleitoral vencedor.

 

Não sendo tão abstracto como Maquiavel ou Sun Tzu, talvez Blair tenha encontrado uma forma diferente de entrar na História.

 

blair

 

 



publicado por Manuel Carvalho às 09:48
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Sábado, 9 de Outubro de 2010
A crise "for dummies" ou como explicar em 212 palavras como se destruiu a economia mundial

Capítulo I - O Início

 

Os Bancos faliram. Os Estados apressaram-se a resgatá-los. A dívida soberana é sempre cumprida, dizia-se.

 

Capítulo II - A dívida soberana

 

Os Banco recuperaram e até apresentaram lucros. Os juros da dívida soberana começaram a crescer de forma incontrolável. A culpa é das agências de rating, dizia-se.

 

Capítulo III - A tragédia grega (e não só)

 

Já ninguém se lembrava que os Bancos estiveram para falir. O incumprimento da dívida soberana parecia estar para breve. Os Estados Europeus, patrocinados pela União Europeia e pelo FMI, salvam a Grécia. Um país da União Europeia nunca poderá falir, dizia-se.

 

Capítulo IV - Uma nova forma de guerra ou apenas um preliminar de uma guerra "à séria"?

 

Os Bancos continuam felizes da vida. Apesar do resgate Grego, o incumprimento continua a pairar sobre Portugal, Espanha e Irlanda. Resultado: a União Europeia está demasiado ocupada para olhar para o mundo.

 

E o que se passa lá fora: o início de uma guerra cambial. De um lado o dólar. Do outro o yuan e o real. Que é como quem diz: Estados Unidos da América vs. China e Brasil. Deixemo-nos de tretas: Países Desenvolvidos vs. Países Emergentes.

 

E o que se dirá agora? Eu digo: a verdadeira crise ainda está para vir.

 


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publicado por Manuel Carvalho às 20:10
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Domingo, 3 de Outubro de 2010
Será?

 "Os portugueses sao assim, como diz Garret: soffredores, pacientes, resignados. Mas, no meio da tragica resignação do seu sofrer, é visível a indomita rebeldia do seu carácter. São morosos na insurreição, mas, no momento supremo, quando a medida se enche, não há dique que se oponha ao extravasar da sua cólera."

 

Antonio Jose D' Almeida in Alma Nacional, Lisboa, 10 de Fevereiro de 1910



publicado por Manuel Carvalho às 22:10
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Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010
PEC - Plano de Estagnação - 3ª edição

"Pago impostos para ter uma sociedade civilizada"

 

Impostos temos cada vez mais...

 

Onde anda a sociedade civilizada??



publicado por Gonçalo Carrilho às 14:01
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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010
"Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”

Sobre este artigo relativo à eleição dos Deputados de Extrema-direita eleitos para o Parlamento Sueco, o meu amigo João Pita escreveu isto no seu Blog.

 

Um artigo brilhantemente escrito, que me fez pensar muito sobre muita coisa.

 

Resolvi comentar com uma pequena e modesta reflexão, que pergunta mais do que descreve, e para a qual tenho que desde já pedir desculpa pela evidente "fragilidade" no acréscimo de Valor que introduz à reflexão do João Pita...

 

Espero que ele me perdoe.

 

Então entendo que:

 

Caro João, as tuas preocupações, são as minhas preocupações. Era capaz de as assinar, como sendo as principais preocupações com que olho a sociedade e o mundo.

Sou contudo, Cristão, Católico, acreditando profundamente nos valores do cristianismo, considerando-os como uma mensagem de amor e dedicação aos outros, um exemplo a seguir, e um manual de uma vida pautada pelos valores e princípios ensinados por Nosso Senhor Jesus Cristo, devendo, porém, dizer que não confundo a Instituição Igreja – e toda a sua organização eclesiástica – com o que para mim é fundamental: a mensagem bíblica de Jesus.

Sou Social-Democrata! Não acredito no fim das assimetrias pela garantia de uma igualdade – “igualitariedade” – social. Acredito na equidade de oportunidades, mas antes na liberdade individual, nas capacidades, no empenho no esforço e na dedicação que cada um imprime na sua vida, considerando sempre uma conduta pautada valores fundamentais de solidariedade, respeito pela autodeterminação, identidade individual, e pela solidariedade, devendo quem está em melhores condições ter uma forte preocupação em auxiliar os que estão em menores condições a atingirem um nível melhor na sua vida numa ascensão de mobilidade social.
Acredito contudo, que este papel não cabe ao Estado, mas antes à iniciativa privada, é para mim mais do que uma questão cultural, uma questão social e educacional, é quase como uma consciência colectiva, um “sentimento de si” que um País ou um povo deve adoptar, tendo presente que o Estado é garante de muito pouco (salvaguardo aqui o direito ao acesso à educação e à saúde, e a protecção na velhice – sendo que estes domínios podem ser “contratualizados” entre o distribuidor dos recursos comuns – ESTADO – e o sector privado (não necessáriamente empresarial - lucrativo: IPSS , Associações ou outras também são sector provado...) se se considerar que tais parcerias são benéficas, deixando como soberania:  a segurança, a defesa, a cultura, língua e identidade nacional e os negócios estrangeiros. –
Admito uma ou outra mais que não me esteja a recordar).

Sou também um Europeísta sendo que aqui muito pouco ao que dizes tenho a comentar, contudo preocupa-me ainda mais o seguinte:

1.    Qual o limite da democracia?! Será que a Democracia não responde já, enquanto sistema, às necessidades das pessoas, das sociedades, e da civilização?
2.    Qual a legitimidade de uma maioria, condenar a minoria que se opõe a minorias?
3.    Estarão os movimentos extremistas -  de extrema direita (O caso que nos assusta) – ou de extrema esquerda (o caso que temos como culturalmente aceite, embora inspirados em movimentos de esquerda radical como Maoistas ou Trostkistas) a ganhar expressão numa sociedade, sendo que os problemas que afectam as pessoas não tem tido resposta pelos partidos ditos “convencionais”?
4.    Fará falta as sociedades uma linha politica com ideologia clara – (Perceberão as pessoas a real diferença entre PS e PSD?!)
5.    A Europa tem um modelo social, fortemente influenciado pelo movimento cristão, em grande parte católico. A Europa evolui para o mundo com base nesses princípios e valores, sendo que a politica a Governação e o exercício do poder, foram, historicamente influenciados pela igreja, enquanto instituição. Num momento em que a religião é um dos principais factores de desequilíbrio da Paz mundial (Conflito israelo-palestiniano, Balcãs, Rússia - Geórgia, Afeganistão, Iraque, vários pontos em África entre outros) com tribos ou etnias muçulmanas a fazer uma interpretação odiosa do Al-Corão, declarando a JIHAD como uma guerra santa aos não muçulmanos – grande parte da população europeia – com uma cultural que contraria o modelo social europeu, nomeadamente décadas de avanço relativamente à igualdade de género, em especial aos direitos das mulheres, das crianças e jovens, dos homossexuais, entre outros, da livre identidade e liberdade individual, deverá a Europa ser indiferente à presença na Europa de muçulmanos?! (Portugal não tem problemas com o comunidade islâmica, mas é apontada, numa recente conferencia entre especialistas dos serviços de informações e académicos e estudiosos, como um caso ímpar no mundo, pelo que se revela difícil compreendermos o fenómeno)
6.    Até que ponto a identidade europeia não está ameaçada com:
a)    Espaço Schengen
b)    Imigrantes vindos de Países com outros contextos sociais (por exemplo, em Portugal a resposta dada ao assalto do BES e a sentença da Juiza, revelam claramente que Portugal tem uma forma de se relacionar com a violência que não tolera a aceitação social da mesma – ou será epidemia que torna indiferente quem com ela vive? – onde os valores da vida não podem ser ameaçados perante estes imigrantes provenientes de outras culturas.
c)    Até que ponto, a liberdade e autodeterminação de um imigrante não é contraditória com a necessidade de respeitar o País que acolhe esse imigrante – o exemplo português no mundo é esse…Somos vistos como pessoas de trabalho, que imigram para melhorar as suas vidas e a vida da sua comunidade, não há grandes relatos de portugueses a criar problemas em qualquer País, embora haja Portugueses em qualquer País do mundo.
7.    Deve a Europa fechar-se comercialmente ao mundo, a favor dos seus princípios sociais e humanitários, caso os países onde haja trocas comerciais, não respeitem os modelos sociais aceites como “correctos” para a Europa – pode, até mesmo fisicamente ou socialmente um jovem com 19 anos ou 15 anos ou 12 anos ser pai ou mãe de família em certos lugares no mundo. Qual a “autoritas” europeia nestes casos?
8.    Teremos nós a necessidade de estabelecer um novo modelo de “missionários” para promover (ou será impor) a Europa no mundo?
9.    Será que a democracia é um modelo que deva ser imposto ao Mundo – i.e. Países africanos, com uma identidade tribal, com chefes e lideres e que sempre conheceram este regime, como se darão num modelo democrata?! Será que estes povos o querem? Como ficará o Iraque entre Chiitas, Curdos e Sunitas depois do regresso dos Americanos?
10.    Acreditamos nós na Europa ao ponto de procurar que o mundo siga o modelo europeu, devendo para isso pratica-lo antes de mais na própria Europa – no que respeita às relações com as minorias étnicas, religiosas ou outras, que não se adaptam ou assumem o “modus vivendi” europeu, devemos rejeita-los – ou o modelo europeu o que procurar é aceitar todos os credos, formas de estar e viver, sem reservas, independentemente da forma como os povos vivam?
11.    Qual o limite para o proteccionismo económico, social e cultural europeu?
12.    Deve a Europa condicionar o seu nível de conforto, comprometendo as relações comerciais e económicas, a favor dos princípios e ideologia que defende, ou o nível de conforto europeu é base para o modelo social europeu?
13.    Qual o limite da identidade europeia, nomeadamente considerando a cultura milenar resultado de séculos – ou milénios quase – de lutas entre pedaços de terra, entre si, e mais tarde com o mundo?!Será a Europa e o modelo europeu imune às cicatrizes da história?
14.    Será incipiente o facto da construção da Europa, ter sido um dos mais relevantes factores para o período da historia com Paz mais duradoura na Europa? Estará isto agora suficiente solidificado?
15.    Portugal é um País:
1.    Inevitável,
2.    Evitável,
3.    Suportável
4.    Considerável

Não tenho respostas! Preocupo-me, mas sou demasiado pequenino para assumir um carácter de líder na defesa de um caminho para cada uma das dúvidas que assumo.
Acima de tudo o que me preocupa é a “solidão da preocupação” . Como dizia o outro: “Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”.
As minhas preocupações são estas, não ficar quieto, nem escolher o caminho errado. Mas o País está sem desígnio, e a Europa não está melhor…
Continuamos a criticar a “Mercedes”  (Alemanha) e a "Citroen" (França), mas qual é o veiculo que propomos?!

Ivo Costa Santos



publicado por Ivo Costa Santos às 19:01
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
O Sr. A. conversa com o neoliberalismo do PSD

Sr. A. - Tenho uma dor de barriga.

Hospital 1 - Pode vir a este hospital, venha venha!

Hospital 2 - Ou também pode vir a este, venha para aqui!

Sr. A. - Ai é?

Hospitais 1 e 2 – Sim, vá ao que mais gostar, chama-se "liberdade de escolha", é uma coisa nova. Nunca ouviu falar?

Sr. A. – Por acaso não, não ando muito atento.

Hospitais 1 e 2 – É uma coisa muito gira. Bom, a qual dos hospitais quer ir?

Sr. A. - Olhe, vi primeiro este, vou a este, parece bonito e tudo.

Hospital 1- Estou grato pela sua escolha.

Sr. A. - Ora essa, não tem de quê. Posso então entrar para a sala de espera?

Hospital 1- Não não, antes de entrar tem de pagar.

Sr. A. - Mas não tenho dinheiro.

Hospital 1- Então aqui não pode entrar!

Sr. A. - Então vou ao outro!

Hospital 2- Mas se não tem dinheiro também não entra aqui!

Sr. A.- Então que faço?! Isto dói cada vez mais.

Hospitais 1 e 2 - Vá ao hospital 3, é dos poucos que ainda não se paga.

Sr. A. - Ok... (caminha, com a mão na barriga). Então aqui posso entrar?

Hospital 3- Força amigo!

Sr. A. - Mas isto está a cair aos bocados, já nem sequer tem tecto!

Hospital 3 – Pois, é que agora paga-se menos impostos.

Sr. A. – Eu pago o mesmo que pagava!

Hospital 3 – Não, os escalões mais altos é que desceram.

Sr. A. – Então quem paga menos…

Hospital 3 – ...É quem ganha mais.

Sr. A. – Quem ganha mais paga menos?

Hospital 3 – Sim.

Sr. A. – E quem ganha menos paga o que pagava?

Hospital 3 – Sim.

Sr. A. – E a isso se chama descer os impostos?

Hospital 3 – Pois.

Sr. A. – Então e não há dinheiro para o tecto do hospital?, é que isto está de chuva.

Hospital 3 – Não, menos impostos, não temos dinheiro, não se pode fazer nada.

Sr. A. – Então pronto, vamos despachar isto da dor antes que chova.

Hospital 3 – Vamos a isso!

Sr. A.– Quando me podem atender?

Hospital 3 – Daqui a oito anos.

Sr. A. – Oito anos?!

Hospital 3 – Sim, oito anos.

Sr. A. – Epá mas para isso não vale a pena, aguento a dor sozinho.

Hospital 3 – Se quiser vá a outro hospital, é muito mais rápido.

Sr. A. – Mas tenho de pagar!

Hospital 3 – Pois, é a liberdade de escolha.

Sr. A: – Liberdade?

Hospital 3 – Sim, liberdade de escolha.

Sr. A. – Então mas se eu pago como é que é liberdade? É uma liberdade paga?

Hospital 3 – Sim, liberdade de escolha.

Sr. A. – Então mas se pago para ter liberdade não é liberdade.

Hospital 3 –É é, só que tem de pagar por ela.

 

O Sr. A., enquanto ia embora, pensou que nunca tinha visto uma liberdade tão estranha.



publicado por David Erlich às 20:49
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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
Sobre a subsidiodependência

A subsidiodependência é, naturalmente, um fenómeno a combater. A mesma existe quando uma determinada prestação social, vulgo subsídio, não é acompanhada por dois aspectos essenciais: 1) fiscalização - garantir que a ajuda chega a realmente precisa; 2) motivação - mecanismos que encorajem o indivíduo a alcançar a autonomia. Neste último ponto, há que destacar, pela positiva, iniciativas como aquela em que um micro-crédito é atribuído ao desempregado para que este, depois de uma formação inicial, desenvolva o seu próprio negócio.

 

A subsidiodependência é um tema que, de forma enganadora, é habitualmente levantado pela direita. Esta, para combater a subsidiodependência, preconiza não apenas a necessidade de maior fiscalização e motivação, aspectos acima referidos, mas, sobretudo, a redução dos próprios subsídios. Se por vezes governos de esquerda se vêem forçados a reduzir prestações sociais pela força das crises, a direita é, no geral, em tempos de tempestade ou bonança, contra a própria ideia das prestações sociais; aquilo que para uns é uma necessidade temporária para outros é uma convicção intemporal. Por isso é enganadora a direita: diz que é contra a subsidiodependência quando é, simplesmente, contra os próprios subsídios.

 

O caminho da esquerda moderna é, neste âmbito, claro: aumentar, sempre que possível, as prestações sociais, combatendo, ao mesmo tempo, a subsidiodependência, isto é, fazendo com que o apoio chegue a quem efectivamente dele necessita e seja acompanhado de mecanismos que promovam a autonomia.

 

Em Buenos Aires, onde escrevo este texto, vê-se o que não existe em Lisboa: famílias inteiras de sem-abrigo, pai, mãe e filhos pedindo no metro ou no chão das ruas. A direita portuguesa parece ignorar que se não houvesse subsídios, mais famílias estariam em risco de ver a pobreza extrema não como algo longíquo mas como uma ameaça real e quotidiana. Àquilo que nós chamamos Estado Social os neoliberais gostariam de chamar simples esmola. Para uns o Estado Social Europeu é um monstro que deve ser emagrecido. Para outros é um pilar social que deve ser aperfeiçoado, um baluarte mundial de progresso e modernidade.

 

Nenhum progresso o é realmente sem um valor básico, cuja prossecução deve passar menos por um gesto individual facultativo - a esmola - do que por uma estratégia pública sólida - o Estado Social. A esse valor chamamos solidariedade e dele, socialistas, não abdicaremos.



publicado por David Erlich às 23:54
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Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010
Direitos Humanos

Irão suspende lapidação de Sakineh Mohammadi-Ashtiani.

 

Enquanto nos perdemos com trivialidades, acontecimentos realmente importantes vão surgindo noutros sítios do globo.



publicado por Margarida Balseiro Lopes às 15:11
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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010
Políticos à séria!

Confesso que a História da política britânica sempre me fascinou. Ainda assim, desde as disputas eleitorais entre Margaret Thatcher e James Callaghan que o Reino Unido nãos nos apresentava um leque tão vasto de fascinantes personalidades.

 

A verdade é que numa altura em que o espaço mediático é disputado pelas duplas David Cameron/Nick Clegg e David Miliband/Edward Miliband, líderes como John Major, Tony Blair e Gordon Brown não parecem deixar qualquer tipo de saudades.

 

Nesta altura apenas um desejo: após a disputa eleitoral de dia 25 de Setembro, espero que os irmãos Miliband consigam chegar a um acordo, tal como fizeram Tony Blair e Gordon Brown há quinze anos. Se isso acontecer, adivinham-se acontecimentos políticos fascinantes por aqueles lados.

 



publicado por Manuel Carvalho às 10:07
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O Bloco a ser Bloco?

Bloquistas que contestam apoio a Alegre preparam lista alternativa a Louçã

 

Quer isto dizer que o Bloco vai voltar a ser o Bloco de Esquerda?

 



publicado por Manuel Carvalho às 09:40
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Terça-feira, 24 de Agosto de 2010
Quem Nasceu pra lagartixa...

Carissimos,

 

Fui convidado para participar neste blog, e é com todo o gosto que aceito o convite (ou desafio).

 

É a minha PRIMEIRA VEZ na blogoesfera (é assim?!) mas pelo que percebi, devemos deixar textos provocatórios para que a malta faça as suas reflexões né?!

 

Não sei se se vê, mas escolhi como imagem, não um Crocodilo, mas um JACARÉ!

 

Ora, diz o velho proverbio chinês que: "Quem nasceu pra lagartixa, nunca chega a jacaré"... e sempre foi um dos Adagios que tomei com interessante consideração.

 

Será que hoje, entre tantos pantanos e chárcos, resta-nos ser jacarés para sobreviver um mundo de lagartixas?!

 

enfim... o que quero dizer é apenas "olá" a todos os jacarés presentes... espero poder contribuir para o Blog. (confesso que conheço alguns, que pela matreirice, já subiram para crocodilos....e deixaram os jacares... ;) )

 

Cumprimentos a todos!



publicado por Ivo Costa Santos às 19:42
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Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010
Gosto tanto do meu pai que acho que não preciso de outro

Excesso de sal no pão dá multas até 5 mil euros a partir de hoje  .

 

Manifestamente excessivo. Não a quantidade de sal, mas o conteúdo e o âmbito desta lei.



publicado por Margarida Balseiro Lopes às 12:15
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Domingo, 8 de Agosto de 2010
Cercado ou incompetente?

 

Pinto Monteiro segredou-nos esta semana que não tem poderes. Comparou-se mesmo à Rainha de Inglaterra, em tom humorístico, certamente.

Parece-nos estranha e infeliz a afirmação do senhor Procurador-Geral. E o país está farto de brincadeiras. Como se não bastasse o estado da Justiça, acresce agora a confissão de uma das figuras-garante do Estado de Direito a dizer que não tem poderes para levar o navio a bom porto!!

Isto depois alguns anos em funções, com polémicos processos em mãos.

 

Será possível que só agora o senhor PGR tenha detectado que tem poucos poderes?

 

Das duas uma:

 

  • Ou o senhor Procurador Geral está cercado pelos diversos poderes e teve necessidade de dar este grito, em jeito de desespero;
  • Ou, em alternativa, é um grande incompetente.

 



publicado por Gonçalo Carrilho às 18:56
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
Brasil - 1 / Ibéria - ?

Concretizou-se ontem uma importante operação financeira no âmbito do sector das telecomunicações. Em Portugal terá mesmo sido a maior alguma vez feita.

 

Quem terá saído a ganhar?

 

-a Telefónica adquiriu uma posição na maior empresa de comunicações móveis do Brasil (a Vivo), cujo nº de novos clientes por ano equivale ao nº total de clientes da TMN. Pagaram muito, dizem analistas do Financial Times. Parece-me mais prudente dizer que o tempo dará a resposta…

 

- a PT alienou a sua jóia da coroa, encaixou verbas importantes para fazer face à crise que vive. Adquiriu uma posição forte na Oi empresa líder em rede fixa – o passado em telecomunicações -, com dificuldades financeiras, fortemente “encostada ao Estado”. Bava tem razão: é um enorme desafio para a PT a entrada nesta empresa, que carece de urgente reestruturação e adaptação para responder à principal solicitação do mercado brasileiro: a rede móvel, liderada pela Vivo;

 

- a Oi sai a ganhar com a entrada da PT, desde logo pelas dificuldades financeiras que atravessa. A Vivo saiu também valorizada, com a aquisição pela Telefónica por valor tão elevado.

 

Oi e Vivo são, para já, os grandes vencedores.

 



publicado por Gonçalo Carrilho às 11:53
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2010
Bons exemplos!

A edição de hoje do Jornal de Negócios, numa rúbrica a que patrioticamente chamou “Made in Portugal”, chama a atenção para um português que, aos 27 anos, se tornou no mais novo vice-presidente do Bank of New York Mellon. Filipe Oliveira assumiu o pelouro de colocação de acções estrangeira.

 

Entre os “feitos” deste rapaz encontra-se o facto de em 2008, em plena crise financeira, ter conseguido angariar 80 milhões de dólares para os “hedge funds” do Deutsche Bank. Foi a segunda pessoa mais nova se sempre a atingir tal soma em tão pouco tempo.

 

Três curiosidades a propósito de Filipe Oliveira:

 

(1) No primeiro emprego que teve, o seu horário de trabalho começava às 7 horas e terminava às 23;

(2) Bebe 6 cafés por dia; e

(3) Espera regressar a Portugal aos 40 anos. “Para abrandar o ritmo”.

 



publicado por Manuel Carvalho às 10:35
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Segunda-feira, 26 de Julho de 2010
Era da Revisão Constitucional de que se falava

Não sou doutorada, nem mestre nem licenciada sequer. Sou apenas aspirante a jurista. Fascina-me o mundo do Direito, as divergências doutrinárias, respeito e admiro muitos dos professores da minha casa. E, do que de mais importante levarei no fim do meu processo formativo na FDL há-de ser o respeito pelo próximo e pelas opiniões contrárias. Mas, só espero que isso não tolha o meu sentido de humor. É que francamente, este post de Isabel Moreira é, à luz dos ensinamentos de tão ilustre faculdade, completamente desproporcional face à natural humorística do meu querido Carlos Lopes.



publicado por Margarida Balseiro Lopes às 22:39
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Terça-feira, 13 de Julho de 2010
Liberais!

Pedro Santos Guerreiro brinda-nos com a sua brilhante opinião no Jornal de Negócios.

 

Na verdade, o autor não revela mais do que saudades de um tempo em que as palavras proscritas não eram as que cita (mercados, etc...) mas outras, como trabalhadores, esquerda ou solidariedade social.

 

Há uns anos, alguns princípios basilares da esquerda europeia estavam sendo erodidos pelo deslumbramento do capitalismo selvagem. Agora, depois de se ter desmascarado essa forma de vida económica e as suas incoerências, só me surpreende como é que a esquerda está a perder a batalha ideológica contra um desenfreio liberal, que começa a ressuscitar.

 

Passos Coelho não tem a menor preparação política. Não sabe o que é uma "golden share" e não quer saber. Tudo se resume a um asco face ao Estado, sem qualquer justificação. Sugerir vender a "golden share" é um insulto aos portugueses. Propôr menos Estado na Educação e na Saúde é parar o "turn-over" social a que assistimos em democracia.

 

Em nome dos interesses privados não vale tudo. Estamos a permitir que se esqueça uma visão de dimensão nacional, em favor de um individualismo que nos levará à miséria.



publicado por André Moz Caldas às 11:33
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Terça-feira, 29 de Junho de 2010
Não é mito: afinal ela existe

O novo ano lectivo vai arrancar com pelo menos 164 novas licenciaturas, mestrados e pós-graduações - os já aprovados pela Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior (A3ES). Mas as novidades são sobretudo para quem procura as pós-graduações.

 

Tem estado nas últimas semanas em voga. Fala-se dela, mas não havia relatos da sua actividade. Mas, depois desta notícia do DN, fica provada a existência da dita Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior.



publicado por Margarida Balseiro Lopes às 15:35
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Sem comentários

Duarte Cordeiro, que termina o seu mandato à frente da Juventude Socialista em Julho de 2010, foi das primeiras vozes socialistas a apoiar publicamente a recandidatura de Manuel Alegre, tendo boas relações com o Bloco de Esquerda, com quem trabalhou activamente na campanha do referendo sobre a despenalização do aborto.

 

Apostar em novos rostos é louvável e merece todo o meu entusiasmo, independentemente da cor partidária. Mas, não posso deixar de achar estranho destacarem na biografia de Duarte Cordeiro as "boas relações com o Bloco de Esquerda". Ainda estou pasmada a olhar para a notícia, no site oficial do candidato à Presidência da República.



publicado por Margarida Balseiro Lopes às 02:22
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Sexta-feira, 25 de Junho de 2010
Progressividade fiscal e liberdade

Nesta notícia, podemos ver a intenção do PSD colocar um limite constitucional à carga tributária, a nível dos 40 %.

Recorde-se que o PS, na legislatura anterior, aumentou a taxa máxima do IRS de 36 % para 42 %, tendo, recentemente, aumentado a mesma para 45 %, de acordo com uma ideia de solidariedade social: que mais tem deve contribuir mais para a construção do Estado Social.

Ora, um dos defensores da proposta do PSD, segundo a notícia referida, justifica a mesma com o seguinte: “É preciso libertar a sociedade. [Com mais de 40 % de impostos] onde fica a liberdade privada e a economia privada] ?

Esta defesa parte de uma falsa oposição entre Estado e liberdade, entre Estado e iniciativa privada. Os impostos não vão para um buraco negro. Pelo contrário, muitos dos impostos são investidos em despesas estatais que, precisamente, visam dar mais liberdade àqueles que, sem a ajuda das prestações sociais, não teriam a capacidade para, com dignidade, prosseguir os seus sonhos e objectivos de vida. A progressividade fiscal, que o PSD quer travar, serve, precisamente, para garantir liberdade de acção e de iniciativa a todos os cidadãos. Isto é, o Estado não se apodera da riqueza; o Estado simplesmente a redistribui, aumentando a possibilidades de liberdade e de iniciativa às camadas mais desfavorecidas da sociedade.



publicado por David Erlich às 01:01
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010
Um questão de prioridades....
O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, anulou um encontro agendado com organizações não-governamentais de desenvolvimento, antes da cimeira do G20, para receber o futebolista Thierry Henry.


publicado por Margarida Balseiro Lopes às 13:09
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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010
É a isto que eu chamo: dar uma no cravo...

Lei da função pública vai sobrepôr-se ao Estatuto da Carreira Docente

O Ministério da Educação lembra, a propósito do enquadramento das carreiras dos professores, que a lei da função pública tem mais força do que o decreto que define o Estatuto da Carreira Docente.


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publicado por Margarida Balseiro Lopes às 03:16
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Sábado, 19 de Junho de 2010
Saramago, a sua doutrina e a mesquinhez!

José Saramago foi um grande escritor. Dominava a língua portuguesa, ao ponto de se conseguir libertar dos seus cânones e manter um seu uso brilhante. Era mestre na construção de mundos fictícios que imitavam de forma vívida o mundo real. Confrontou os seus leitores e o País, obrigando múltiplas vezes a que fossem postas em causa as convicções mais profundas.

 

Em certo momento, era Pedro Santana Lopes Secretário de Estado da Cultura e Sousa Lara seu Subsecretário de Estado, e Saramago foi afastado da candidatura a um prémio, reagindo ao tratamento do Governo com o exílio em Lanzarote. Veio a ganhar o Prémio Nobel, sendo o único português a recebê-lo na Literatura.

 

Todos os políticos evitaram polemizar, mas há duas inacreditáveis boçalidades que não me permitem, em consciência, deixar de me pronunciar: a de Sousa Lara e a de Cavaco Silva.

 

Sousa Lara declarou que quanto a "Caim" teria de ter tomado a mesma atitude que em relação ao "Evangelho" tomou em 1992. A única coisa que resulta clara é que Sousa Lara continua a ser tacanho e bacoco. Seja como for, a coerência é um bem inestimável.

 

Já Cavaco, destila um inadmissível ressabiamento face a Saramago. Tenha o escritor polemizado o que quer que seja contra Aníbal Silva, já o Presidente da República não pode ter desrespeitos perante um vulto da cultura nacional, não comparecendo às suas exéquias fúnebres. Não há férias que o desculpem. Cavaco já revelou por diversas vezes não saber exercer a Presidência, mas hoje mostrou-se indigno da função e mesquinho como nunca antes.

 

Quis o destino que fosse este o Presidente no Centenário. Saibam os portugueses emendar o passo e não o reeleger. As péssimas alternativas são melhores do que não mudar.



publicado por André Moz Caldas às 23:43
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